quarta, 13 de junho de 2018 - 14:28h
Estudantes do Ifap têm projeto aprovado que será lançado à estratosfera
Os estudantes pretendem descobrir como as condições atmosféricas podem influenciar na sobrevivência e permanência da levedura em meio inóspito
Por: Jacyara Araújo/Ascom IFAP
Foto: Divulgação/Ifap

A levedura Saccharomyces cerevisiae está no processo de fermentação e produção de diversos itens alimentícios, como, por exemplo, pães e bebidas. E foi com este fungo que os estudantes do curso técnico em Alimentos do campus Macapá do Instituto Federal do Amapá (Ifap) Diheinison Oliveira, Driely Almeida e Michele Sousa foram selecionados para testar os efeitos da radiação sobre o processo de fermentação realizado por esse micro-organismo sob condições inóspitas. O experimento, que será lançado à estratosfera pelo projeto Garatéa-E, da USP/São Carlos, no mês de agosto, concorreu com projetos de alunos de instituições públicas e privadas de todo o Brasil e foi um dos três selecionados da região Norte. 

Orientados pelos professores Cássio Renato Santos e Débora Santos, os estudantes pretendem descobrir como as condições atmosféricas podem influenciar na sobrevivência e permanência dessa levedura em meio inóspito, como é o da estratosfera. “Escolhemos um micro-organismo muito importante dentro da área de Alimentos, que é a Saccharomyces cerevisiae, muito presente nas panificadoras, por exemplo”, disse Driely Almeida. “Assim, na experimentação, pretendemos colocá-la em duas caixas, em uma a levedura irá com glicose, a outra a levedura irá sem glicose e assim veremos como o fungo se comporta sobre condições atmosféricas diferentes”, explicou.

Para Diheinison Oliveira, a participação no projeto contribuiu para sua formação de maneira interdisciplinar e o ajudar a estudar disciplinas correlacionadas. “Ao montarmos esse experimento estamos estudando física, química e biologia, porque a estratosfera possui um ambiente muito diferente pois tem baixa temperatura, baixa pressão, pouca umidade e muita radiação”, comentou o estudante. “Então, após o lançamento à estratosfera, vamos poder medir vários aspectos físicos e químicos e pensar em novas aplicações práticas para este fungo”, concluiu a estudante Michele Sousa.

Os docentes veem a oportunidade de pensar novos processos para aumentar as atividades dessas leveduras nas suas aplicações para a área de Alimentos. “É um estudo empírico que poderá demonstrar resultados relevantes para ser trabalhando dentro e fora das salas de aula”, disse a professora Débora Santos.

De acordo com o professor Cássio Santos, os experimentos selecionados serão integrados em recipientes fixados a um balão de alta altitude com gás Hélio desenvolvido pelo grupo Zenith. “A plataforma de voo atinge mais de 30km de altitude após quase 1h30 de voo. Depois que a pressão baixar, o balão estourará e a sonda enviada voltará para o solo, a partir disso, os experimentos retornam para os alunos darem prosseguimento as análises que serão feitas após a viagem”, informou.

Garatéa-E 
A Garatéa – E é um desafio proposto pelo grupo Zenith da USP de São Carlos e conta com o apoio da Missão Garatéa. A atividade é focada na divulgação científica para o Ensino Fundamental e Médio, desafiando estudantes das escolas do Brasil desenvolverem projetos para serem levados à estratosfera. Saiba mais clicando aqui

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