terça, 05 de dezembro de 2017 - 12:08h
Plataforma da biodiversidade cria banco de dados com valor nutricional das espécies nativas
Buriti é uma das espécies nativas brasileiras com valor nutricional incluído em ferramenta do SiBBr.
Por: Mauricio Santo
Foto: SiBBr
Buriti é uma das espécies nativas brasileiras com valor nutricional incluído em ferramenta do SiBBr.

O Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) desenvolveu um banco de dados com o valor nutricional das espécies nativas da biodiversidade brasileira, como baru, cupuaçu, pequi, buriti e araticum. Em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, o SiBBr criou a ferramenta de acesso livre com as informações da composição nutricional obtidas da literatura científica já publicada, conforme metodologia da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), ou da análise laboratorial direta. O trabalho foi realizado junto com universidades federais e institutos de pesquisa nas cinco regiões do país. As mesmas instituições também desenvolveram as receitas culinárias que compõem o banco de receitas com espécies nativas.

“Esperamos que o banco de dados seja uma referência nacional para a composição de alimentos derivados de espécies nativas brasileiras, de forma a integrar a biodiversidade em projetos científicos, programas, políticas públicas, intervenções e aconselhamento nutricional, tanto em iniciativas públicas quanto privadas”, afirma a diretora do SiBBr, Andrea Portela Nunes, coordenadora-geral de Gestão de Biomas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

A ferramenta Biodiversidade & Nutrição será fomentada continuamente pelas instituições parceiras, com dados analíticos ou compilados e com a inclusão de novas espécies e alimentos. “A partir da implantação desse banco de dados, as universidades e demais instituições de pesquisa contarão com uma base atualizada que contribuirá para o aprofundamento e o direcionamento de ações de pesquisa e desenvolvimento”, afirmou a coordenadora nacional do projeto Biodiversidade para Alimentação e Nutrição, Daniela Moura de Oliveira Beltrame.

Segundo ela, a plataforma também favorece políticas mais adequadas às regiões e suas populações, considerando as características e potencialidades locais da biodiversidade.

Ferramenta

A ferramenta faz parte do projeto Biodiversidade para Alimentação e Nutrição (BFN, na sigla em inglês), lançada em 2012 durante o Congresso Mundial de Nutrição. Além do Brasil, o projeto é desenvolvido no Quênia, Sri Lanka e Turquia.

No Brasil, as atividades têm o objetivo de promover a conservação e o uso sustentável de espécies nativas e demonstrar a importância dessas espécies na diversificação da alimentação e combate à má nutrição. Liderado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o projeto também busca valorizar a importância alimentícia e nutricional das espécies brasileiras e resgatar o valor cultural desempenhado no passado por muitos desses alimentos. A iniciativa também pretende demonstrar o valor das espécies nativas e de seus produtos como fonte de trabalho e renda aos agricultores familiares, camponeses, comunidades tradicionais e pequenos produtores.

Iniciativa do MCTIC, com suporte técnico da ONU Meio Ambiente e apoio financeiro do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o SiBBr caminha para se tornar a mais sólida infraestrutura nacional de dados e conteúdos em biodiversidade.

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